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Mesmo diante da diversidade ambiental do Brasil, produção acadêmica ainda reflete perfil homogêneo de pesquisadores

O Brasil é um dos países com maior biodiversidade do mundo, abriga seis biomas, uma variedade de ecossistemas e uma multiplicidade de povos tradicionais e saberes locais. Paradoxalmente, quem lidera a produção científica sobre meio ambiente nas universidades brasileiras não reflete essa diversidade. O campo da pesquisa ambiental, que deveria ser plural e interdisciplinar, ainda é majoritariamente branco, masculino e concentrado nas regiões Sudeste e Sul.

Relatórios da Capes e do CNPq indicam que a maior parte dos programas de pós-graduação em meio ambiente estão instalados em universidades públicas da região Sudeste. A escassez de pessoas indígenas, quilombolas, mulheres negras e povos ribeirinhos como sujeitos ativos na produção acadêmica evidencia uma desigualdade estrutural. Essa ausência não é apenas numérica, mas também epistêmica: são vozes e experiências que não estão sendo escutadas, nem valorizadas como produtoras de conhecimento.

Num momento em que a emergência climática exige respostas inclusivas, sustentáveis e interseccionais, a pesquisa ambiental brasileira precisa se reinventar. O desafio de romper com a homogeneidade de perfis e incorporar novas epistemologias, como parte da proteção ambiental e cultural do país. Afinal, proteger o meio ambiente não é apenas uma questão científica, é também política e social.

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